Não são só memórias. São fantasmas, que me sopram nos ouvidos coisas que eu...

30
Set 13

De que adianta pensar e escrever um monte de coisas, se você não pode fazer nada com elas? Publicar? Ler? Mostrar pra alguém?

Serão esquecidas, ou sequer serão vistas. É o que acontece na maioria dos casos.

Mesmo que ao invés de escrever, os sentimentos sejam ditos, contados como contos de fadas escritos em bonitos livros amarelados, alguém vai ler? E se ler, solucionará o que te aflinge? Provavelmente não.

Quantas pessoas sabem disso? Creio que muitas.

Poucas delas, no entando, realmente deixam de escrever. Deixam de mostrá-las, é claro, mas não de escrever, ou de falar, mesmo que seja num sussurro.

E quando os textos são feitos para alguém em especial? Alguém que, claro, não os lê. Nem sabe qu existem... Acontece, com mais frequencia do que se imagina.

De repente os laços se rompem, e escrever não faz mais parte da realidade. Escrever sobre o que? Não há palavras, nem frases, nem condições para formá-las, e muito menos vontade. 

Mas a vida rodeia, e nessas voltas os dias de surto voltam. Surto? Ou vontade de ter alguém pra ler seus textos? 

Ou a vontade de ter alguém? Eu sinto falta de alguém. De muitos alguéns. Na maioria, dos que tentaram fazer de tudo por mim, e infelizmente eu não consegui perceber a tempo...

Mas é tarde. Tarde pra resgatar essas pessoas, pra querer voltar e poder aproveitar aquele tantinho de vida que deixei passar, e talvez seja tarde pra segurar as pessoas que estão indo agora. Eu as sinto escorrer pelos dedos...

Talvez sejam tarde pra escrever também...

publicado por Helen às 16:04

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