Não são só memórias. São fantasmas, que me sopram nos ouvidos coisas que eu...

30
Set 13

De que adianta pensar e escrever um monte de coisas, se você não pode fazer nada com elas? Publicar? Ler? Mostrar pra alguém?

Serão esquecidas, ou sequer serão vistas. É o que acontece na maioria dos casos.

Mesmo que ao invés de escrever, os sentimentos sejam ditos, contados como contos de fadas escritos em bonitos livros amarelados, alguém vai ler? E se ler, solucionará o que te aflinge? Provavelmente não.

Quantas pessoas sabem disso? Creio que muitas.

Poucas delas, no entando, realmente deixam de escrever. Deixam de mostrá-las, é claro, mas não de escrever, ou de falar, mesmo que seja num sussurro.

E quando os textos são feitos para alguém em especial? Alguém que, claro, não os lê. Nem sabe qu existem... Acontece, com mais frequencia do que se imagina.

De repente os laços se rompem, e escrever não faz mais parte da realidade. Escrever sobre o que? Não há palavras, nem frases, nem condições para formá-las, e muito menos vontade. 

Mas a vida rodeia, e nessas voltas os dias de surto voltam. Surto? Ou vontade de ter alguém pra ler seus textos? 

Ou a vontade de ter alguém? Eu sinto falta de alguém. De muitos alguéns. Na maioria, dos que tentaram fazer de tudo por mim, e infelizmente eu não consegui perceber a tempo...

Mas é tarde. Tarde pra resgatar essas pessoas, pra querer voltar e poder aproveitar aquele tantinho de vida que deixei passar, e talvez seja tarde pra segurar as pessoas que estão indo agora. Eu as sinto escorrer pelos dedos...

Talvez sejam tarde pra escrever também...

publicado por Helen às 16:04

19
Set 10

Ela tá acabando comigo. Cutucando, e infernizando a cada segundo. Eu só queria um dia de folga. Queria poder bloqueá-la, sabendo que bastaria. Queria que ao invés de me mandar pensar nos outros, ela o fizesse. Que talvez se mudasse pro Alasca, ou só arranjasse um namorado. Mas dessa vez, um namorado que não fosse o meu.

Se ela parasse de criar casinhos também, seria muito bom. Se parasse de me dizer o quão eles viveram juntos, o quão bem eles se davam, e o quanto ele fazia por ela, talvez ajudasse um pouquinho.

Ou talvez eu devesse me desapegar. Seguir em frente, e deixar com que ela tome conta, do que foi o meu passado. Mas não seria desviar dos obstáculos? Ou será que tudo isso é uma prova de que não vai dar certo? Eu queria saber. Mesmo.

Mas ninguém me conta nada. As pessoas têm sido muito relativas, e ajudado muito pouco na verdade. Não que eu ache que alguém tenha a obrigação de ajudar, por que eu acho que não tem. Mas eu gostaria que o fizessem. Talvez o meu cachorro faça.

Queria que alguém me apontasse qual caminho seguir. Queria que me dissessem que eu tenho que matar o dragão, e viver feliz com a princesa (ou plebeu, no caso). Ou até que me dissessem que eu devia achar outra pessoa. Gostar de quem gosta de mim, como dizem. Mas sinceramente, se eu tiver que procurar, de novo, por alguém que faça eu me sentir de tal forma, como me sinto agora (a não ser quando ela está no meu pé), eu realmente pararei de procurar.

Se algo tiver de vir, que venha sozinho, por que eu não vou mais buscar. Se a montanha não vier até mim, eu estou pouco me importando, na verdade. Também não vou até ela.

Uns dias atrás, conversando com um amigo, chegamos ao assunto de o que exatamente é o amor. E então, acho que concordamos que, de acordo com boa parte das pessoas hoje em dia, o amor é possuir. Se não puder chamar de meu, não é amor. Se você puder dizer que a sua calçada está suja, ah meu Deus, você tem que amar a sua calçada.

Não é o que eu espero. Se eu quisesse ter algo pra possuir, e chamar de meu, eu comprava um urso de pelúcia. Um vaso de orquídeas, talvez. São, com certeza muito mais fáceis de lidar, não choram, não gritam, não traem... E o melhor de tudo, te ouvem sem julgar. E ouvirão por um bom tempo, se você colocar meio copo de água por dia.

Mais fácil, sim, mas não recíproco. Como já dito, a maior dor, é a dor de amor. A dor de amar alguém que não sente o mesmo por você. Ou que talvez sinta um amor... mas puro, digamos. E isso me faz voltar a garota, que me diz que eu devo pensar nas outras pessoas. Pensando nas outras pessoas, que gostam da mesma pessoa que você, o que é que se deve fazer? Esquecer? Lutar? Desistir? Rezar? Subir o Cristo Redentor ajoelhado? Por que na verdade, tá difícil.

Mas eu acho que em tudo isso; em cada parte, está a resposta. Amar é aceitar que a pessoa seja feliz, sendo, ou não, com você. É se sentir incomodado quando ver um casal, e pensar que poderiam ser vocês, mas que não vai ser, por que ele está com alguém que o faz feliz. Ah, e adivinha? Esse alguém não é você, babaca.

Pode ser o certo. Pode ser o que eu vá fazer, mas ainda sim, não sacia a dor; nem a garota enchendo o meu saco. Dica.

(Imagem por http://www.flickr.com/photos/pedrotrindade)

OBS: Alan, obrigada por ter me motivado - apesar de ter escrito isso como um desabafo mesmo, coisa de cinco minutos, por que o que eu tinha escrito quando você me cobrou, tá no caderno, sem coragem de ser postado - a voltar a postar, e por ir pra escola pra voltar comigo. E desculpa, por ter te deixado na mão todas as vezes que você fez isso, e eu não voltei com você. Não foi por mal :/ Então, desculpa, e obrigada.

publicado por Helen às 05:42
sinto-me: Nossa, ótima, tu nem sabe. U_U
música: Você não me ensinou a te esquecer - Caetano Veloso
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05
Jan 10

 Meus dedos tamborilavam na mesa, esperando que o baralho virtual desse as cartas, começando assim, mais uma partida de Paciência. Jogava contra mim mesma, contra minha solidão, contra a incerteza, que me assombrava.

 

A música soava, a mulher cantarolava. “Eu não tenho muita coisa pra dizer, eu não tenho o mundo pra te dar”. Ora, que coisa mais contraditória. Tinha muita, muita coisa pra dizer. Tantas palavras de amor, e pedidos de desculpa enroscados na garganta, mas que não sairiam de lá tão cedo.

 

Você está tão feliz. Mesmo estando longe, eu sinto seu sorriso ao me contar que conheceu uma garota especial, que a sua equipe ganhou o campeonato. Que o seu time venceu o Brasileirão. Mesmo que o meu tenha que perder para que isso aconteça, eu prefiro assim. Você, feliz.

 

Faz-me feliz, e rasga meu coração ao mesmo tempo. Como isso é possível? Quem há de saber? As feridas estão expostas, e por mais que o álcool as desinfete, faz com que arda o triplo. O que fazer? Jogar o álcool, fazendo com que ardam mais do que um dia alguém pode imaginar, mas ver o fim do sofrimento, após o ardor; ou continuar a viver com essa dor;  uma dor de amor?.

 

Um dia me disseram, que os corações se ligam, corroem barreiras, e enfrentam estradas quando querem. Os nossos queriam. O que houve? Que barreira foi essa, capaz de te fazer desistir? Por que não esperar, e tentar de novo amanha? A resposta é óbvia. Desistir é tão mais fácil. Rápido. Prático. Quase um ato heróico. “Muito bem, meu filho. Tem que gostar de quem mora perto. Não de uma ‘zinha’ que você nem sabe se realmente existe”. Posso ouvir sua mãe repetindo isso na sua cabeça, e me matando dentro do seu coração, cada vez mais, com uma facada mais profunda.

 

“Você está bem?” Insiste em repetir a perguntar a cada dia. “Estou, meu bem. E você?” Estou, sim. Estou corroída por dentro. Machucada. Não bem. Bem? Não é hora pra piadas!

 

A chuva cai lá fora, o rapaz canta “Como é possível você me ter nas mãos e me deixar escapar?”. É verão de novo. Os casais saem à tardinha para caminhar e tomar sorvete. Os solteiros saem com os amigos para um barzinho qualquer. Mas eu estou aqui. Sem barzinho, sem sorvete, sem você.

 

Queria perguntar como teve coragem, o porquê de ter feito o que fez. Mas as palavras se enroscam e abraçam cada vez mais forte minha garganta. Não saem. Nada sai, nada entra. O ar não entra. A visão se diluiu cada vez mais. Pontos pretos aparecem, e aumentam em um ritmo intenso.  

 

Acabou, e você não ouviu o que eu tinha pra dizer. Não provou do amor que eu tinha para lhe oferecer. Provavelmente sente muito. Sente a porra. “Você está bem?” Vão te perguntar. E você vai se lembrar. Vai doer. Mas jogue logo a merda do álcool e acabe de vez com isso. Mate-me de uma vez em você. É o único lugar onde ainda sobrevivo.

publicado por Helen às 22:53
sinto-me: bem é que não é, né.
música: O Impossivel - Delittus

24
Out 09

 Existem realmente pontos de vista. Existem pessoas que vêem o pôr-do-sol como o final; como se só pudesse ser feliz na luz. Mas o que há de tão ruim com o escuro? Qual é o perigo da lua, além do de se apaixonar? 

Há pessoas que dizem que os medos vem a noite, os monstros, os pesadelos. Mas eles não continuam quando o sol reaparece? O bicho-papão só volta para dentro do guarda-roupas, não é? Então qual é o problema?
A lua pode ser tão bonita quanto o sol; as estrelas podem desenhar imagens, assim como as nuvens, o céu continua azul. As pessoas dormem, mas só o fazem, por que nunca prestaram atenção o suficiente, para saber que o brilho de um sorriso, é o que faz as estrelhas acenderem, ao anoitecer.
Cigarro é uma droga, extremamente viciante. Então, suponha-se, que tudo o que vicia, é uma droga, sim? Inclusive a lua?
O sol é o famoso astro rei. Mas, por que? Ele está lá todo dia, faça chuva, ou não. Até ai, a lua também, não? Pare pra pensar. Os amantes, poetas, sonhadores... Algum deles inspira-se no sol? Vou dar a resposta a vocês. Não!

A lua é tão grande, curandeira e salva-vidas quanto o sol. Curandeira, por que, quem é que você acha que salva os depressivos, os menosprezados, os loucos? Se ela os salva dos problemas, ela não salva a vida de cada um? Pois é...

Depois de uma noite em claro, nenhuma alma volta a ser a mesma, nenhum coração, nenhuma mente. 

publicado por Helen às 02:08
sinto-me: Não!
música: Stop Crying Your Heart - Oasis

29
Ago 09

Não existe um mundo do crime e um mundo de paz. Fazemos todos parte de uma única nação. Todos que praticam um crime têm um motivo. Todos que fumam maconha, crack, têm um motivo. Todos que sorriem, tem um motivo. Às vezes você vê uma pessoa no ônibus, e diz “Ih, essa é revoltada”.

Você nem sabe os motivos dela. Não sabe o que a espera quando chegar em casa. Mal sabe se ela tem uma casa.

Alguém um dia me ensinou que o sorriso está na sua capacidade de provocá-lo. Se não sorrir, raramente alguém sorrirá pra você. Acha que se todos sorrissem uns para os outros, ainda haveria um “mundo do crime”? Que se todos se cumprimentassem, fizessem gentilezas uns aos outros, teriam motivos para se xingarem pelas costas?

Um mundo melhor depende única e inteiramente de cada um de nós, de como tratamos o cobrador do ônibus, ou o rapaz que passa pra recolher o lixo. Não existe essa coisa de “Eu sou melhor; sou superior”. Quem se sente melhor que o outro, acaba se tornando menor. Quem deixa de sorrir por não poder pagar uma mochila cara pro filho, mostra o tamanho que é.

É uma escolha de cada um. Eu escolhi viver em um mundo de paz. E você, qual prefere? 

publicado por Helen às 01:27

23
Ago 09

Depois de 60 anos, eu finalmente saíra da prisão. Não nego que não era o melhor lugar do mundo pra tirar umas 'férias', mas não era de todo ruim; não depois que se mora lá a todas essas décadas.

Era estranho andar pelas ruas. Ninguém mais se comprimentava, estavam todos ocupados demais, com pressa. Automóveis ocupavam o lugar que antes eram de cavalos. Perdera-se toda a magia.

Arrumei um emprego em um supermercado, e um quarto em uma pensão para ficar. Mas eu já estava velho, minhas mão doiam a cada lata colocada nas sacolas.

(3ª pessoa)

Brooks não aguentara mais viver na nova monotonia da cidade. Chegara a pensar varias vezes em cometer outro crime, e voltar pra penitenciaria, onte tudo tinha sentido. Mas já estava velho demais pra cometer um absurdo desses. Foi pensando assim, que, Brooks pegou um canivete e subiu sobre a mesa com uma corda e o mesmo. Talhou na velha parede da pensão "Brooks was here.", amarrou firme a corda, e derrubou a mesa.

Brooks Harper tinha 92 anos quando faleceu, mas um coração de um adolescente. havia ido pra prisão por roubar uma jóia, pra poder dar o que comer aos dois filhos de apenas 3 anos, que acabaram morrendo em um tiroteio três anos depois do pai ter sido preso.

Era um bom homem. Um homem que não via motivos pra permanescer em uma cidadânia cuja as pessoas nem sorriem mais. Mas é sempre bom lembrar, que Brooks esteve aqui.

 

Desculpem pela demora em voltar a postar. mas, travou. Fazer o que. q

XOXO'S Camila.

publicado por Helen às 06:11
sinto-me: Cansada super.
música: Hanging by a Moment - Lifehouse

30
Jul 09

Passar a noite em claro, olhando para fora da janela, para o céu, para a rua, fumando um cigarro e bebericando um Whisky puro não era bem o que eu chamaria de uma noite  perfeita. Gosto mesmo é de calor humano, de gente por perto, mas ser motivo de piadinhas no segundo ano, ser eleito o sapo no baile de formatura - no qual, vale lembrar, eu não tinha par -, ser recusado em varias propostas de emprego, "tomar foras" seguidos de mais foras e só agora ser eleito o jornalista maus sexy do meu estado não deixava-me confiar nas pessoas, entregar-me a elas.

Então, meus dias de insônia, eram todos assim. Eu não tinha outra opição. Ou tinha? Bem, eu podia começar do zero, uma vida nova, gente nova, um emprego em que as pessoas estivessem comigo por carinho e náo pela quantia em dinheiro que eu receberia no final do mês. Que passassem madrugadas comigo por amor, e não para, assim que saíssem de casa, ligassem para a amiga e diser "Sabe o John Cohoner? Eu dormi com ele! É sério!".

Era o que eu ia fazer. O sol já apontava no horizonte. Peguei as chaves do carro e fui ao escritório pedir demissão.

Em três meses ninguém mais me reconhecia. Dreads nos cabelos, morava em um bairro afastado, tinha uma loja de instrumentos musicais, e uma "pré namorada", que eu tinha certeza, quando saísse, ligaria SIM para alguém, mas seria para dizer "Charlotte? Abre o portão que a mamãe já está chegando em casa." Nesse momento, bebendo um frappuccino da Starbucks ao invés de um Whisky, eu finalmente percebi. Agora sim, conheçia a felicidade, o que era o amor, e podia, felizmente, contar com ele, para todo o sempre

 

 

 

OK, TÁ MUUUUUUUUITO MIXURUCO, MAS EU NÃO TO BEM, ENTÃO... SEI LÁ, DESCULPA.

VOU SAIR, E DORMIR. XOXO'S C.

publicado por Helen às 03:00
sinto-me: mal.
música: Realize-Colbie Caillat

28
Jul 09

We are the crowd, we're coming out. Got my flash on, it's true.

(Nós somos o público. Nós estamos chegando. Liguei meu flash, é verdade.)

É só mais uma festa. Chegamos juntos, mas os teus amigos cercam-te, e eu estou sozinho de novo e de novo. Acha que não canso, não? Acha que tenho um coração de pedra, pronto pra agüentar seja lá o que vier. Não tenho. Tenho sentimentos tanto quanto você, ou qualquer um dos teus amigos bêbados. Lembra-se de quando éramos só nós? De quando passávamos as tardes em parques imensamente verdes, a fotografar?

I need that picture of you. It's so magical, we'd be so fantastical. Leather and jeans, garage glamorous; Not sure what it means, but this photo of us. It don't have a price, ready for those flashing lights, 'cause you know that, baby, I...

(Preciso daquela sua foto. Isso é tão mágico, nós seriamos tão fantásticos, oh.
Couro e Jeans, seu olhar glamuroso. Não tenho certeza do que isso significa, mas essa foto nossa não tem preço. Pronta para aqueles flashes; porque você sabe, baby, que eu ...)

Oh, aquelas fotos... Estão todas presas em pequenos porta-retratos, espalhados pela casa; menos uma. Menos a foto que pedistes pra ter contigo. Era o nosso primeiro beijo, e onde está essa foto agora? O que é que você fez com ela?

Só tem olhos para a fama agora, para quem te dá lucros, e eu? Não se importa, eu sei que não. Tu sabes que vais ter-me até quando quiseres, e quando não quiseres também, porque, você sabe que eu...


I'm your biggest fan, I'll follow you until you love me. Papa-Paparazzi. Baby there's no other superstar, you know that I'll be. Papa-Paparazzi. Promise I'll be kind, but I won't stop until that boy is mine. Baby, you'll be famous, chase you down until you love me. Papa-paparazzi.

(Eu sou sua maior fã. Vou te seguir até que você me ame. Papa-Paparazzi. Baby não há outra superstar. Você sabe que eu serei sua. Papa-Paparazzi.
Prometo que serei gentil, mas não vou parar até que aquele garoto seja meu. Baby você será famoso. Te perseguirei até você me amar. Papa-Paparazzi)

Eu não me importo em ser a fêmea da relação, de correr atrás, desde que me ame, que me de atenção. Isso não é bom do jeito que está.  Não é justo. Seguir-te-ei até que sejas meu. Único e extremamente meu, como um paparazzi quando quer um flagra. Quero pegar-te no flagra; pegar-te pra mim. Vou correr as conseqüências, mas vou tê-lo, mesmo que tenha que correr atrás como um paparazzi.


I'll be your girl backstage at show. Velvet ropes and guitars. yeah, 'cause you're my rockstar
In between the sets.

 (Serei seu garoto no backstage do seu show. Cordões de veludo e guitarras. Yeah, porque você sabe que estou começando entre os sets)


Vou conseguir vigiar-te durante o dia todo, arrumarei um emprego por perto. Nos sets, é isso. Vou vigiar-te para que não perca um único passo teu, afinal, sou ou não um paparazzi? Vou deixar-te sem escolha. Estarei por perto, perto dos veludos, das guitarras, das caixas de som, nos bastidores, atrás de tudo, vendo tudo o que você fizer, afinal, sou ou não um paparazzi?

Eyeliner and cigarettes, shadow is burnt, yellow dance and return. My lashes are dry, purple teardrops I cry. It don't have a price, loving you is Cherry Pie. 'Cause you know that, baby, I...

(Delineador e cigarros. Sombra está queimada, dança amarela e retorno. Meus cílios estão secos - mas as lágrimas eu choro. Isso não tem um preço. Te amar é uma delícia. Porque você sabe, baby, que eu...)

Não sei mais de onde é que saem todas essas lágrimas descendo como correntezas; o meu corpo está seco, os lábios rachados, e o rímel intocável, mas elas insistem em cair para riscar-me a face. Mas é tão bom amar-te. Mesmo que não seja retribuído pelo tempo que eu desejaria, tu tens momentos de fraquezas, e os teus empresários não estão lá pra levantar-te o astral, nem os fãs, nem os amigos bêbados; mas eu estou, e estarei por todo o tempo, porque sabes que eu...

I'm your biggest fan, I'll follow you until you love me. Papa-Paparazzi. Baby there's no other superstar, you know that I'll be. Papa-Paparazzi. Promise I'll be kind, but I won't stop until that boy is mine. Baby, you'll be famous, chase you down until you love me. Papa-paparazzi.

(Eu sou sua maior fã. Vou te seguir até que você me ame. Papa-Paparazzi. Baby não há outra superstar. Você sabe que eu serei sua. Papa-Paparazzi.
Prometo que serei gentil, mas não vou parar até que aquele garoto seja meu. Baby você será famoso. Perseguirei-te até você me amar. Papa-Paparazzi)

 

Eu não me importo em ser a fêmea da relação, de correr atrás, desde que me ame, que me de atenção. Isso não é bom do jeito que está.  Não é justo. Seguir-te-ei até que sejas meu. Único e extremamente meu, como um paparazzi quando quer um flagra. Quero pegar-te no flagra; pegar-te pra mim. Vou correr as conseqüências, mas vou tê-lo, mesmo que tenha que correr atrás como um paparazzi.

Real good, we're dancing in the Studio Stop-stopped that shit on the radio. Don't stop, for anyone. We're plastic but we still have fun.

(Realmente bom, estamos dançando no estúdio. Para-parado, aquela merda no rádio. Não pare, para ninguém. Vamos explodir isso mas continuamos nos divertindo)

Você voltou, mais uma fraqueza, não? Posso ler no teu olhar. Tu estas desesperado, e chora desta vez.  O que houve? Não gostaram da sua nova música? Oh, que dó. Mas não consigo deixar que a raiva domine-me. Alguém tem que ajudar-te e serei eu, mais uma vez. Não desligue a música, estamos bem assim. Quero dormir ouvindo-te cantar para mim, mais uma vez, só mais uma...

I'm your biggest fan, I'll follow you until you love me. Papa-Paparazzi. Baby there's no other superstar, you know that I'll be. Papa-Paparazzi. Promise I'll be kind, but I won't stop until that boy is mine. Baby, you'll be famous, chase you down until you love me. Papa-paparazzi.

(Eu sou sua maior fã. Vou te seguir até que você me ame. Papa-Paparazzi. Baby não há outra superstar. Você sabe que eu serei sua. Papa-Paparazzi.
Prometo que serei gentil, mas não vou parar até que aquele garoto seja meu. Baby você será famoso. Te perseguirei até você me amar. Papa-Paparazzi)

 

Eu não me importo em ser a fêmea da relação, de correr atrás, desde que me ame, que me de atenção. Isso não é bom do jeito que está.  Não é justo. Seguir-te-ei até que sejas meu. Único e extremamente meu, como um paparazzi quando quer um flagra. Quero pegar-te no flagra; pegar-te pra mim. Vou correr as conseqüências, mas vou tê-lo, mesmo que tenha que correr atrás como um paparazzi.

publicado por Helen às 23:50
sinto-me: MUAHAHAHAH
música: Paparazzi -Lady GaGa, é claro.

25
Jul 09

Mais um termino de namoro. Tinha se tornado fácil o suficiente pra mim. Também, depois de fazer isso quase uma vez por semana, quem não se acostuma? As frases e olhares do outro são sempre as mesmas. ''O que eu fiz de errado?'' ''Você tem outro?'' Era tão difícil assim entender que eu não sentia nada? Era como um vento, que, se foi. Mas ninguém entendia, me chamavam de galinha, e os homens até apostavam com quem eu ficaria mais tempo.  Uma semana. Exata. Pra todos eles.

 Não me encomodava mais com o que diziam, apelidos, e se ligariam ou não pra me dedurar aos meus pais. Tinha dito a eles que tinham inveja das notas, e cairam como patos na lagoa. Não serviam pra nada, os dois, na verdade. Além de fazer comida (que era péssima, por sinal), não serviam pra exatamente nada.

Amigos? Nenhum que servisse pra alguma coisa. Só os garotos que ainda queriam usufruir da minha boa vontade, e que eu acabará de decidir; iam continuar querendo. A dois anos eu havia feito um perfil na internet, em um site qualquer, e, conheci pessoas legais. Não extremamente legais, mas legais, a não ser por um. Adam.

 Ele sim era especial, mas nunca demonstrara nada mais que amizade. Adam morava a duas horas da minha casa, de acordo com as indicativas. Não era longe, eu sei, mas sabia também que se visse-o pessoalmente, provavelmente não aguentaria. No dia anterior de terminar com mais um dos namorados, ele aparecera na minha porta, com o rosto imerso em lágrimas, dizendo que seus pais haviam morrido em um acidente de carro.

 Adam já tinha pensado em se matar, em mudar de pais, mas disse que não poderia tomar qualquer uma das decisões sem falar antes comigo. Então, lá estava ele, o meu amor, parado a minha porta. Meus pais estavam em uma viagem a Roma, e voltariam em quinze dias. Convidei-o então para que ficasse em casa, até que as coisas aliviassem pelo menos.

Tivemos um lance, como imaginei que teria, mas a noticoa ruim veio logo em seguida; Adam era casado. Mas, pera ai, como assim, casado? Ele só tinha dezoito anos. Pelo menos era o que eu pensava.

-Wendy, tem muita coisa sobre mim que você precisa saber. Eu... talvez não seja quem você esperava.

-Eu sei quem você é, Adam. É Adam Shandler, tem dezoito anos, sol-tei-ro, estuda no St. Bengi, é cercado de amigos e pessoas que te amam...

-Não, Wendy. Não. Sou Adam Celer, tenho vinte e sete anos, sou casado, tenho um filho de um ano e meio, trabalho no Mylanta's Café, sou gerente, ganho R$ 40.000 por ano, moro na cobertura de um hotel, minha esposa trabalha no FBI, e, meus pais morreram a cinco anos.

Já devem ter imaginado que meu mundo foi ao chão, e que o meu primeiro intuito era quebrar a casa na cabeça dele. Mas, alguma calmaria me empediu de fazer isso.

-Quer dizer que, foi tudo um engano, Dr. Celer?

-Tudo não, Wendyzinha... - pera ai, acabou de me dizer que era tudo mentira, e já vinha me abraçando? Ah, tá.

-Wendyzinha o caralho. Fora.

Empurrei-o pra fora de casa, e bati a porta, mas fiquei no hall tempo suficiente pra ouvi-lo dizer ''eu te amo, Wendy, porra.''. Era a primeira vez que tais palavras eram ditas. Esperava por isso a cada segundo, e o desejava, cada dia mais, mas, eu já não o queria mais, não queria saber se era casado, ou não, ou o motivo de todo o seu choro. Vai a merda, você e o seu amor. Em dois anos, e ele só aparece agora? Não. Eu já tinha esperado tempo demais, sofrido demais, era a vez dele de pagar pelo que fez

O homem que eu julgava ser o amor da minha vida, agora tinha sido como os outros; como o vento, que, se foi.

publicado por Helen às 02:46
sinto-me: A Ice-cub
música: I Will Be - Avril Lavigne

11
Mai 09

(Só pra fazer voluminho. É um texto que eu escrevi na sexta série, então, deem um desconto.)

 

Mas um dia como outro qualquer. Era incrivel como eles eram tremendamente iguais. O relógio da praça marcava sete horas, eu teria de correr se quisesse pegar a padaria aberta.

Dona Alzira provavelmente me esperaria, como faz todos os dias, a quatro anos, desde que entrara naquele empregozinho mequetrefe, pra trabalhar o dia todo e ganhar um mizero sálario mínimo. Ainda tinha que chegar em casa e dar comida ao José, a Ana e Katarina. Katarina é a minha esposa; quer dizer, não casamos – faltou dinheiro -, então somos ‘amigados’ como diria a senhora minha mãe, que Deus a tenha. Ana e José são novos ainda; Ana tem cinco, e Zé tem dois a menos. São meus filhos, que pra ser sincero, só dão gastos, mas é tarde pra reclamar.

A padaria estava aberta. Ótimo, pensei comigo.

- Noitê! –disse animado, adentrando o local.

- Boa noite Seu Pedro. O de sempre? – disse a velha de cabelos brancos atrás do balcão. Assenti.

Peguei um jornal que estava em cima da prancha de mármore, e comecei a ler as manchetes. Não tinha muita paciência para ler inteiro, sabe como é, meu dia era corrido, não sobrava tempo pra ler. Na primeira página dizia que a minha fábrica ia entrar em greve. Quer dizer, minha não, mas, era a fábrica em que eu trabalhava, infelizmente.

Talvez eu fisesse a tal greve, quem sabe o Seu Nicolau não resolveria pagar um salário de gente? Porque, aquilo era dinheiro de bicho; dinheiro que na verdade eu mau via a cor. Vinha num dia, e no outro dia, cadê? Não via mais nada, até o mês que vem. A parte boa de morar no alto do morro era não ter que pagar luz e telefone; telefone, a gente não tinha mesmo, não tinha nem porque comprar o aparelho, pois não tinhamos pra quem ligar. Luz, de dia, o sol estava lá, de graça, bom e todo bonitão; de noite, ora, de noite é ora de dormir, e não de enxergar! Mas se ficasse em casa, Kata ia me pôr pra trabalhar, e fazer com que eu terminasse a gambiarra da antena do vizinho. Até que não ia ser tão dificil assim, e ia aproveitar para dar a ela como presente de aniversário, que eu nem sabia mais quando era. Se bobiar já tinha até sido, tanto faz, se duvidar nem ela sabe. Ruim das greves é que não recebemos, e ai? Quem é que bota comida na boca de todo esse povo? Quem é que vai pagar a D. Alzira?

Vai que Seu Nicolau resolvia, ao invés de aumentar nosso salário, nos demitir? Era melhor ficar lá mesmo, pelo menos era renda (renda? Tava mais pra trapo) garantida.

Peguei o pão, e voltei pra casa.

No dia seguinte, quando cheguei no emprego, vi que a fábrica tava fechada, e seu Nicolau esperava no portão.

- Manoel, eu quero mesmo falar com você. A produção tá diminuindo, ‘nóis tamo vendendo menos, e não vai dar pra pagar todo mundo não. ‘Cê tá na rua. Quando der uma vaginha, ‘nóis ‘bota o ‘cê aqui dentro de novo, mas agora não dá não. Brigado, viu? Depois ‘cê passa lá no escritório, prá ‘nóis acertá as conta. Tchau.

 

publicado por Helen às 23:41
sinto-me: Idiota :D
música: Everything - Lifehouse

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